O modelo de gestão da qualidade previsto pela ISO 9001 inseriu, a partir da versão 2000 da norma, a necessidade da abordagem por processos. Isto na prática alterou significativamente a maneira de desenhar os sistemas e possibilitou uma arquitetura voltada para processos que, por estarem interligados, produzem um fluxo continuo de entrega de produtos e serviços para que seja possível o atendimento do escopo do Sistema de gestão da qualidade.
A partir da versão da ISO 9001:2015 lançada em dezembro de 2015, foi inserido a abordagem de gerenciamento de risco e oportunidades para se juntar a abordagem de processos. Surgiu então a necessidade de uma acomodação das duas abordagens no desenho do Sistema de Gestão da Qualidade.
A abordagem por riscos e oportunidade direciona a percepção para dois direcionamentos:
Riscos sob enfoque Estratégico
Avaliar as questões estruturais do negócio a partir da análise dos fatores internos e externos. Como forma de avaliar as questões voltadas para riscos e oportunidades sugerimos a utilização de modelos que utilizem a matriz SWOT e a estruturação dos objetivos a partir de metodologia como a presente do Balanced Score Card. Estas ferramentas devem tornar visíveis e controláveis os riscos e oportunidades que interferem nos resultados do negócio.
A plataforma QOCKPIT fornece uma estrutura completa de tratamento dos aspectos estratégicos contemplando as análises de riscos a partir da identificação das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças e permite o cruzamento dos conjuntos para trabalhar aquelas situações que representam oportunidades e ameaças a partir das forças e fraquezas para o negócio. Esses direcionamentos terão a sua eficácia monitorada por meio de indicadores e o modelo fornece a opção de definições de estratégicas e ações para que o objetivo seja alcançado.
Riscos sob o enfoque Processual (Processos)
A partir do controle estratégico a organização pode definir o escopo do seu sistema de gestão da qualidade e quais serão os processos que devem compor a estrutura sistêmica capaz de entregar o escopo às partes interessadas.
A partir deste mapeamento de processos será necessário observar quais as atividades voltadas para os processos que visam dotar o planeamento da dimensão adequada a influência que o processo terá na estrutura do Sistema de Gestão da Qualidade.
Esse trabalho implica que a organização providencie os seguintes aspectos:
Mapeamento dos processo para definir as atividades-chaves
Identificação dos riscos e classificação quanto a Impacto e Probabilidade
Definição das ações de Tratamento para os Riscos identificados
Documentos necessários a definição dos critérios e métodos que orientem a execução das atividades dos processos, considerando os aspectos dos risco identificados.
Indicadores que possam monitorar as Incidências do risco
Identificação, Análise e Trata dos Riscos
Os riscos são definidos a partir das atividades mapeadas em cada Processo.
Uma vez registrados e classificados, os riscos serão listados e resumidos
Tratamento adequado deve ser definido para o Risco no Campo tratamento da ficha cadastral do risco
O tratamento definido deve ser contemplado em documentação própria do SGQ, Indicada na ficha de cadastro do risco
Monitoramento dos Riscos
O monitoramento dos riscos é realizado a partir das notificações de incidências via Não Conformidades ou ainda monitorado a partir de Indicadores Vinculados
Na manutenção dos riscos é possível criar Planos de Ação indicando o tipo Tratamento de risco e indicando os riscos contemplados no plano a partir da aba Vínculos do referido plano de ação
Mapa Geral dos riscos do sistema
Um relatório dos riscos gerais do sistema pode ser emitido a partir do Mapa de Riscos com vistas a gerar um relatório geral dos riscos, suas classificações e métodos de tratamento.